sexta-feira, 17 de maio de 2013

Amar...

«Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. [...] Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor [ou uma amizade], e falhado, [ou termos sido ignorados] resta-nos um só caminho ... o de mais nada fazer.» (Clarice Lispector)

domingo, 20 de maio de 2012

Nós e o tempo...

Cada lembrança que hoje resta
Conta a história de um passado...
O que foi já não é
E jamais será igual!
Em cada recanto lá de casa
Vejo-te viver como vivias,
A cada dia que passa
Vêm mais e mais recordações...
Delas, fica a saudade
Porque tudo o que é bom deixa saudade
E corre depressa de mais.

Quando dei por mim já tinha passado o tempo
O nosso tempo...

segunda-feira, 14 de maio de 2012

De encontro a mim...

Ontem passei numa rua que não conhecia,
Não havia espaço nem tempo,
Não havia chuva nem sol,
Ia de encontro a mim,
Mas não me encontrei...

terça-feira, 22 de novembro de 2011

"Então é Natal..."

Aproxima-se a época mais familiar do ano, ou pelo menos para mim, sempre o foi... Este Natal, assim como o do ano que passou e o do ano anterior e o outro e o outro, será carregado de emoções que só quem sente pode explicar, ou talvez mesmo quem sente não consiga explicar!
As estrelas vão brilhar, os anjos vão cantar, o mundo vai sorrir, a esperança, o perdão, a amizade, a solidariedade, a fraternidade e todos esses sentimentos belos e de que tanto se ouve falar vão fazer-se toar em cada canto ou esquina, em cada coração, mesmo nos mais desamparados...
Quanto ao meu Natal, estou certo de que verei uma estrela brilhar mais alto, no meu coração renascerá esperança, um anjo irá acompanhar-me como faz todos os dias, nada será muito diferente daquilo que estou já "habituado", mas alguma vez alguém se habitua a uma realidade tão dura? Não, nunca...
Este Natal vou acender uma vela por mim e pelos meus, pela paz e pelo amor e quando a vela se apagar, não deverá deixar de ser Natal...

sábado, 15 de outubro de 2011

Escolhas

Sento-me de frente ao ecrã do computador para escrever depois de semanas em que tudo na minha vida mudou, mudei de casa, de cidade, de escola, de convicções, de desejos, de prioridades, de pensamentos, enfim, só espero encontrar sempre aqueles de quem gosto e que gostam de mim quando estiver de regresso à terra que me viu nascer e crescer, esses quero-os ao meu lado durante toda a vida... esses não quero que mudem, apenas que esta experiência sirva para aumentar esse grupo!
Às vezes penso se determinada opção ou se determinado caminho pode ser melhor ou pior, mais fácil ou mais difícil, às vezes dou comigo baralhado por pensar tanto e é então que a própria vida decide por mim, depois sem escolha (ou quase sem ela) entrego-me de corpo e alma para aproveitar a experiência, apercebo-me que não sei de nada, não conheço nada e, por mais que pense nisto ou naquilo, as decisões mais acertadas são aquelas pelas quais eu passo "sem querer"... Mas depois são essas mesmas que eu vivo mais intensamente e que me arrependo de não terem sido opção minha, pelo menos não com a vontade com que deveriam ter sido...
Hoje a minha vida ruma num sentido em que eu nunca tinha pensado muito, não planeei nada, não sei muito bem o que irá acontecer, só sei que quero viver o momento o mais intensamente possível e ver qual a aprendizagem que me trará porque disso estou certo, haverá algo a aprender ou apreender e eu vou estar aqui para, daqui a uns anos dizer que esta foi (ou não) a melhor "escolha" da minha vida!

domingo, 21 de agosto de 2011

"John Q."

Estou de volta, depois de muito tempo sem escrever...
Hoje, algo me fez vir aqui deixar parte de mim!! Acabo de ver um filme de 2002, "John Q." que se encontrava cá por casa há uma série de tempo, emprestaram-mo..
O filme conta a história de um pai desesperado que tem o filho num hospital para fazer um transplante de coração e não pode pagar a cirurgia. Entre as cenas muito frias das conversas com os responsáveis do hospital, John Q., o pai, decide fazer justiça pelas próprias mãos!
Bem, para mais pormenores só mesmo assistindo ao filme..
Não estava minimamente entusiasmado, mas agora... sinto um nó na garganta tão forte que quase não consigo falar, acho que nunca um filme me tinha feito isto! Não sei se hoje estou mais sensível que noutro dia mas, de facto, há qualquer coisa de especial que nos toca naquela estória, digo "estória "apesar de poder admitir que esta seja a história de muitas pessoas que lidam com o problema diariamente até que a sorte determine o seu desfecho...
Não quero elevar demasiado as expectativas acerca do filme, não é, nem será o melhor filme do mundo (até porque isso é muito subjectivo), mas tem indubitavelmente um bom enredo que causa, no mínimo, alguma emoção.. a cena da despedida de John do seu filho é muito carregada emocionalmente, assim como todas as conversas que o pai tem com o filho enquanto este está no hospital...
O filme levanta questões éticas e morais às quais dificilmente conseguimos responder enquanto assistimos, mas caramba!!! Uma criança de 9 ou 10 anos deve morrer porque não tem 250 mil dólares para pagar uma operação, é injusto, é cruel, é frio, é nojento este mundo, é nojento o crescente interesse em mais e mais dinheiro, é nojenta a incapacidade de sentir, sentir como uma criança que só não quer deixar de ver os seus pais e que, do fundo da sua inocência, é feliz...
Aqui fica, mais um desabafo neste cantinho que é meu e de quem me segue!

sábado, 9 de abril de 2011

Reflicto

Perdido no meu mundo
Tento encontrar explicação
Para uma mudança tão rápida
Que de facto não o foi...
Talvez sempre tudo estivesse
Debaixo dos meus olhos,
Talvez eu só não quisesse perceber,
Talvez eu sempre tivesse sabido...
Mas ainda hoje não sei,
Não sei como as coisas podem mudar
Num segundo!
Incessantemente clamo ao Sol, Deus, deuses
E todos aqueles 
Que se pensa terem algum poder
Maior que o nosso,
Porque afinal não somos nada,
Nem ninguém,
Nem coisa nenhuma,
Limita-mo-nos a obedecer a leis naturais...
Sem me resignar, continuo
À procura da razão,
Se é que ela existe,
E, por mais tempo que viva, 
Não vou entender
Que pudesse ser melhor assim...
Não entendo
E é por isso que não paro,
Não cesso a minha procura
E se um dia não encontrar
A explicação que quero ouvir
Então a minha vida de nada valeu,
Não passei de mais um que se limitou
A seguir as mesmas leis naturais
E morrerei
Como todos aqueles
Que vi morrer
Sem querer,
Por uma obrigação
Da qual não escaparam
Da qual se protegeram toda a vida,
Para quê?
Tudo acaba, acabou e acabará um dia
Eu sou apenas mais um, 
Que não entende como se rouba
Uma vida tão cedo,
Mas que acaba por deixar levar-se
Porque não tem alternativa...

sábado, 2 de abril de 2011

"E cante que é bom viver..."

Hoje decidi deixar cá uma música, na minha opinião muito bonita, não só pela sua melodia, mas também pela sua letra simples que diz muito...
Companheiro
Maria Eugenia

Vai amigo
Não há perigo que hoje possa assustar
Não se iluda
Que nada muda se você não mudar
Ponha alguma coisa na sacola
Não esqueça a viola
Mas esqueça o que puder
E cante que é bom viver
Rasgue as coisas velhas da lembrança
Seja um pouco de criança
Faça tudo o que quiser
E cante que é bom viver

domingo, 27 de março de 2011

Dia mundial do Teatro

Hoje comemora-se em todo o mundo o teatro! 
Num país de artistas com muita qualidade, infelizmente poucos sabem sequer da existência deste dia... Muitas são as iniciativas, (até teatro à borla há hoje) pouca é a publicidade que lhes fazem...

Um querer voar alto
Sem asas...
Um desejo de ser outro
Sendo nós mesmos...

Uma mentira bem contada,
Em que acreditamos...
Um mundo imaginário,
Onde nos envolvemos...

Uma lágrima caída
Com sabor a sorriso...
Um sorriso forçado
Com sabor a choro...

Um amor sem fim
Que não dura mais de duas horas...
Um aplauso em pé
Que enche os corações...

De tudo isto vive o teatro, a arte de representar... 

sábado, 26 de março de 2011

Tenho andado sem inspiração, por isso não tenho escrito nada... Mas sinto falta, sinto que algo em mim fica vazio... Preciso de escrever porque gosto, porque escrevo melhor do que falo, porque preciso!

Hoje, não estou deprimido, nem de mal com a vida e, talvez por isso, as coisas não saiam tão profundas! Continuam, no entanto, a sair muito sentidas...

Gosto de escrever sobre a vida e sobre o quão bem ela me faz, pena é que não o faça mais vezes, ou melhor, que não o consiga fazer mais vezes. A felicidade é para ser vivida junto de quem gostamos e de quem gosta de nós e não dentro de um quarto a escrever coisas num blogue que nos libertam de "pesos pesados"...

Aprendi, apesar da minha curta existência, que a vida deve ser vivida sem perdas de tempo com banalidades, futilidades e piquiquices...

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Tudo o que tenho

Tenho tudo na minha mão
E não tenho nada...
Tenho em mim o sonho,
A vontade de vencer!
Tenho a alma cheia
De um nada que me preenche
E, ao mesmo tempo,
De um tudo que me é pouco!
Não tenho nada,
E é este nada que anseio...
O tudo que tenho
De nada vale
Comparado com o sonho,
O sonho que tenho
E que ainda não alcancei...

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Saudade

Tenho saudade de te ver
Saudade de te abraçar...
E, neste engano de alma
Que é a vida,
Não deixo de pensar,
Por um segundo que seja, em ti...

É no amor que me deixaste
Que encontro a força
Com que encaro o caminho,
A força que me faz viver,
Crescer
E Sonhar...

Um dia vou entender
O que é hoje tão difícil...
E que na verdade será sempre,
Mas gosto de sentir
Por breves momentos 
Que vou acordar do sonho mau!

Um amor assim não morre
E as flores que te deixo
Nada valem comparadas 
Com a admiração 
Que por ti tive,
tenho e vou ter por mais tempo que viva...

Sorrio para proteger,
Sorrio para esconder 
A inocência que não quero mostrar.
Sorrio para encarar
A vida que afinal
Foste tu que me deste...

Hoje é na minha memória 
De criança
Que encontro os meus momentos
Mais felizes,
E que te encontro a ti
Como sempre conheci...

É esta memória que quero guardar comigo hoje e sempre...

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

É tempo de Paz...

É Natal, tempo de paz, amor, felicidade e todas essas coisas bonitas... Pena tenho que infelizmente nem todas as pessoas possam viver um Natal como o nosso (aqui nos países ditos "civilizados") e é por esses que vou acender uma vela esta noite!

A todos desejo um feliz e santo Natal e um ano novo cheio de prosperidade...

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

A música é grande parte de mim...


Hoje foi dia de concerto e sinto-me tão feliz pelo que fiz e pelo o que os meus colegas fizeram que não consigo descrever... A música está dentro de mim desde que nasci e permanecerá cá dentro enquanto viver! Ainda bem que assim é ...

Gostava de ser um pássaro
E cantar a voar,
Não fazer ou entender mais nada,
Só voar, cantar
E assim ser feliz...


sábado, 18 de dezembro de 2010

Mãe

Hoje acordei a pensar em ti,
Na verdade todos os dias acordo
A pensar em ti...
Não me abandonaste,
Apenas deixaste de ter forças
Para viver a meu lado...
Queria poder dar-te uma flor,
Um carinho,
Um abraço,
Queria poder ver-te...
Queria achar-te onde te deixaram,
Porque nunca lá te deixei!
Por detrás da máscara
Escondo a fragilidade 
De uma criança inocente,
De uma criança que não entende
Porque é que te deixou...
É aos céus que clamo,
É aos deuses que peço,
Mas é a ti que quero
E que ainda hoje acredito
Que vou encontrar ao meu lado
Para festejar as vitórias 
E chorar as derrotas...
Pois é só em ti que encontro 
O amor sem fronteiras,
Regra ou imposição...
O amor nunca morre,
Serás sempre minha guia...
E em tudo o que fizer estarás sempre ao meu lado, eu sei que sim...


sábado, 11 de dezembro de 2010

Poesia: "Utopia"

A poesia é, em diferentes momentos, o grito mais alto e mais calado da alma... Em versos livres escrevo com a emoção e inconsciência de quem viveu ainda pouco...


Utopia

Uma árvore derrubada
Uma gota de água desperdiçada
Uma floresta devastada...
Um mundo destruído
Aos olhos dos mandadores sem lei
Uma peça de puzzle deslocada
Um tesouro desejado
Um diamante cobiçado
Que não está ao alcance de ninguém...
Clamo ao Sol
Que me resgate deste espaço
Deste lugar onde se mata
Pelo desejo inconsolável de matar
O Sol não vem...
A esperança acaba,
A utopia finda,
A luta cessa,
A criança, não resgatada tempo, morre...
Poderei perdoar-me?
Poderemos, nós, perdoar um mundo assim?
Quero tanto distanciar-me desta espécie!
Mas, por mais que não queira,
Eu pertenço a ela
Pertenço à espécie,
À geração que podia fazer tudo
Mas nada fez,
Por isso o mundo acabou,
A criança morreu
E eu não consigo perdoar-me...

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Porquê voltado para o mar?

De uma janela pequena e imaginária vejo agora o mar... Vejo a sua imensidão, como é belo e infinito! Penso em como sou pequeno e insignificante, em como somos pequenos e em como nos achamos tão grandes...
Sinto-me, hoje, tão distanciado do lugar onde vivo, sinto-me desligado da minha gente! Sinto que vejo mais além e por isso não me identifico com nada nem ninguém, nem com coisa nenhuma!
Desejo com todas as minhas forças voltar a ser criança, olhar à minha volta e, de certo modo, ser protegido das pessoas e do mundo, desejo não ter de pensar e achar, raciocinar e explicar porque quanto mais sei, mais dói, é por isso que aqui estou eu, voltado para o mar...